Desembalando a Embalagem

Apresentação

embalagem_apresentacaoEste blog contém  uma síntese do guia Desembalando a Embalagem desenvolvido por Jefferson Braga como material complementar de seu projeto de conclusão do Curso de Desenho Industrial ― Projeto de Produto, na UFPE, tendo como seus principais orientadores e colaboradores os Professores e Designers Carlos Righi, Luiz Vidal, Margarida Corrêa e Neide Câmara.

Para simplificar, também não foram incluídos (neste resumo) todas as ilustrações, fotos, gráficos e anexos, nem a bibliografia do guia. Para maiores informações, consultas, sugestões ou envio da versão completa favor nos contatar ou adquirir pelo site www.hercolubus.com.br  .

Na versão completa do Guia “Desembalando a Embalagem”, além dos tópicos abaixo estarem na íntegra e com todos os detalhes e ilustrações, também são abordados os seguintes assuntos:

  • Definição e Classificação
  • História da Embalagem
  • Embalagem como meio de Comunicação
  • Uso das Cores nas Embalagens
  • Materiais para embalagem
  • Fluxo da Embalagem
  • Controle de Qualidade
  • Uso da Informática nos Projetos
  • Cases
  • Legislação e Normas Técnicas
    (inclusive de embalagens de produtos de origem animal)

Prefácio

A elaboração deste guia surgiu da constatação de que muitos projetistas possuem dificuldade de encontrar informações que permitam o planejamento de embalagens de consumo seguindo todas as recomendações técnicas e normativas, por serem estas informações de difícil acesso ou por não saber onde encontrá-las com rapidez. Com isso, algumas embalagens não cumprem adequadamente e/ou satisfatoriamente seus objetivos, causando, por exemplo, a deterioração dos produtos, o desperdício de materiais e consequentemente a insatisfação do consumidor, entre outros.

Assim sendo, este guia reune uma coletânea de informações que auxiliará o projetista a estabelecer as etapas necessárias que devem ser consideradas no desenvolvimento de um produto.

As principais fontes de pesquisa foram as Normas da ABNT e informações e textos de jornais, enciclopédias, revistas (periódicas e de empresas) e documentos de órgãos como ABRE, INMETRO e CETEA.

Introdução

homem-das-cavernas2Enquanto, como qualquer outro animal, o Homem consumiu seus alimentos no próprio local de origem, sobre um arbusto ou sobre um penhasco; enquanto não precisou de cuidados especiais com vestimentas, não houve necessidade de proteção especial nem para suas coisas nem para si próprio. A necessidade da embalagem começou a aparecer quando aumentou a distância entre suas fontes de abastecimento e sua moradia; quando surgiram as primeiras divisões de trabalho não só dentro do núcleo familiar, como na tribo e até entre elas; e à medida que o Homem foi especializando-se e tornando-se caçador, agricultor, pastor, pescador teve de acondicionar, transportar e armazenar seus produtos. Seu melhor exemplo foi a natureza, que entre outros produtos, nos entrega o feijão e a ervilha numa vagem, o milho numa espiga envolta em palha e a laranja dentro de uma casca. Enfim, quase todos os produtos alimentícios com que a natureza nos brinda chegam-nos pré-acondicionados em embalagens naturais.

Inicialmente foram usados materiais como o couro e a madeira, depois o papel, o algodão, a juta e a palha.
A interdependência entre os homens foi aumentando, e com ela a necessidade de intercâmbio. Surgiram assim as primeiras formas de comércio e escambo, o que demonstrou não só a fragilidade das mercadorias, expostas cada vez mais aos percalços das longas distâncias, como também a ineficiência das embalagens até então utilizadas. Somando-se a isso o encarecimento da madeira, que chegou a ser proibida em certos casos, e com o desenvolvimento da tecnologia, surgiram outros materiais como a madeira e as chapas prensadas, o papelão ondulado, o vidro, e mais tarde os materiais plásticos.

Em sua evolução, as embalagens mantiveram suas funções básicas, mas adquiriram outros propósitos como a de atrair a atenção do consumidor e motivar a venda, pois a concorrência entre os produtos determina que a embalagem deve persuadir por si mesma e “vender o que protege tanto quanto proteger o que vende” (F.A. Paine). Outro propósito é facilitar a vida do consumidor, pois hoje já se produz, por exemplo, uma infinidade de embalagens que podem sair do freezer direto para o microondas.

Existem basicamente dois tipos de embalagens: a de consumo, que é vendida juntamente com o produto e entra em contato direto com o consumidor, e a de transporte que acondiciona a de consumo desde o local onde o produto é fabricado até seus pontos de venda, dificilmente chegando a ser manipulado pelo consumidor.

embalagens_consumo_transporte

A embalagem deve ser projetada com cuidado, levando-se em conta critérios técnicos e normativos, que muitas vezes são esquecidos pelo projetista, por desconhecê-los, ou por não possuir acesso a eles, ou até por pensar que estes não são necessários. Estas embalagens geralmente são projetadas por Publicitários, Engenheiros e Designers (Industriais e Gráficos), sendo que cada um vê a embalagem sob uma perspectiva diferente.

  • Os engenheiros possuem uma visão mais funcional. Seus projetos possuem um forte embasamento técnico, que dá qualidade e funcionalidade à embalagem.
  • O publicitário possui uma visão mais mercadológica. Seus produtos possuem uma forte relação com o consumidor, que é contagiado pela estratégia de marketing envolvida, fazendo com que o produto tenha uma boa aceitação no mercado.
  • O designer projeta levando em conta não só fatores funcionais, estéticos e mercadológicos, mas também fatores técnicos (ex: ergonomia, legibilidade), psicológicos e sociais, ou seja, todo tipo de informação que o produto requer. Para isso ele consulta os profissionais envolvidos com cada uma dessas áreas e gerencia as informações obtidas, fazendo com que o produto final seja o melhor e o mais criterioso possível.

Também é importante a participação de profissionais das áreas comerciais e financeiras para fazer o levantamento de custos, escolher fornecedores e definir prazos. Na escolha de um tipo de fecho, por exemplo, deve também ser levado em consideração o investimento necessário e o nível de redução de custos. A união destes profissionais, combinando conhecimentos técnicos com métodos de marketing, aspectos econômicos e situações psicológicas e sociológicas, confere funcionalidade, praticidade e beleza à embalagem e oferece inúmeras vantagens:

  1. Estabelece critérios para as tomadas de decisão;
  2. Favorece a criatividade e adoção de alternativas;
  3. Evita perda de tempo;
  4. Reduz erros e custos;
  5. Aumenta o desempenho técnico;
  6. Proporciona visão de conjunto.

.
Quando isso não acontece, a embalagem corre o risco de tornar-se um produto semelhante a um objeto de decoração, e de qualidade duvidosa. E isso não só tem acontecido, como frequentemente estas funções são atribuídas a uma só pessoa de uma das áreas, muitas vezes o próprio empresário ou até mesmo arquitetos.
Existem instituições que elaboram ou apenas controlam os critérios e normas convencionados (e/ou convencionais). Os principais no Brasil são:

  • ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas);
  • ABRE (Associação Brasileira de Embalagens);
  • CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagens Alimentícias);
  • Embrapa Agroindústria de Alimentos (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Órgão do Ministério da Agricultura);
  • INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial);
  • Instituto Adolfo Lutz;
  • Ministérios da Saúde e da Agricultura.

.
Cabe ao projetista buscar e analisar estas informações aplicando-as junto com seu conhecimento, sua técnica e sua criatividade de forma a obter uma embalagem adequada e de boa qualidade.

Definição e Classificação segundo a ABNT

Segundo a ABNT, entende-se como embalagem adequada os materiais que envolvem um determinado produto, em porção ou todo, identificando-o, assegurando, protegendo e preservando, em condições apropriadas, suas qualidades inerentes durante as fases de transporte, armazenamento e consumo. Para isso, devem ser obedecidas algumas condições:

  • Preservar os produtos dos contatos com o mundo exterior que possam conduzir a qualquer tipo de degradação;
  • Impedir a migração de alimentos ou substâncias estranhos ao produto;
  • Evitar a variação do teor de umidade que possa alterar suas características físico-químicas;
  • Preservar o aroma e o sabor característico, evitando a migração de odores;
  • Permitir um armazenamento até seu consumo, sem necessidade de reembalagem;
  • Evitar a penetração de raios solares ou de qualquer material que possam alterar as suas características físico-químicas.

.
Vale observar que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. Em nosso caso só os bens móveis e materiais terão relevância.

Alguns modelos de embalagens

Alguns modelos de embalagens

A ABNT ainda classifica os diversos tipos de embalagens quanto à forma de construção, tipo de material utilizado na sua confecção, quanto à flexibilidade, quanto à visualização do produto embalado, quanto à constituição e quanto à estabilidade ao calor. Podemos classificá-las ainda de acordo com os produtos a que ela será destinada.

 

1. Quanto à forma de construção:
(classe para identificação).
  • Classe 1: Recipiente de seção transversal circular e geratrizes retas.
  • Exemplos: barrica, garrafa, lata.
  • Classe 2: Recipiente de seção transversal circular e geratriz curva. Exemplo: barril.
  • Classe 3: Recipientes de seção transversal retangular com orifício. Exemplo: bombona quadrada.
  • Classe 4: Recipientes de lados triangulares sem orifício.Exemplo: caixas.
  • Classe 5: Embalagens flexíveis a serem fechadas por meio de costura, cola, selagem a quente ou válvula. Exemplo: saco.
  • Classe 6: Embalagem composta que consiste em recipiente interno e uma proteção externa construída de forma que o recipiente e a proteção externa formem uma embalagem integral para fins de transporte, armazenagem, movimentação e utilização. Exemplo: caixa ou tambor com recipiente plástico.
  • Classe 7: Recipientes com gases sob pressão. Exemplos: botijão de gás, de oxigênio etc.
  • Classe 8: Engradados. Exemplo: Caixas para transporte de cervejas.
  • Classe 9: Outros recipientes diversos que não se enquadram nos itens anteriores. Exemplo: bisnagas.

 

2. Quanto ao tipo de material utilizado na sua confecção:
____ Aço __________ Material plástico
Alumínio Papel impermeável
Fibras têxteis Papel permeável
Madeira aglomerada Papelão e cartão
Madeira compensada Vidro
Madeira serrada Outros

 

3. Quanto à flexibilidade:

a) Rígidas: aquelas em que o produto embalado não altera sensivelmente a forma original da embalagem.
b) Flexíveis: aquelas que variam de forma, de acordo com o conteúdo embalado.

 

4. Quanto à visualização do produto embalado:

a) Transparentes: quando permitem a visualização total do conteúdo.
b) Translúcidas: quando permitem a visualização parcial do conteúdo.
c) Opacas: quando não permitem a visualização do conteúdo.

 

5. Quanto à constituição:

a) Simples: quando for formada por uma única camada de material. Ex: Água sanitária
b) Composta: quando for formada de duas ou mais camadas de material.
Ex: Bolachas Cream-Cracker, Barra de Chocolate etc.

 

6. Quanto à estabilidade ao calor:

a) Embalagens manipuladas em temperatura ambiente.
b) Embalagens manipuladas em temperaturas especiais.

 

7. Pelos produtos a que será destinado:

a) Produtos alimentícios
• Comidas (cereais, frutas, carnes, doces, biscoitos, condimentos, etc.)
• Bebidas (água, refrigerantes, cervejas, vinhos, iogurtes, mel, etc.)

b) Remédios
(tanto alopáticos como homeopáticos)

c) Produtos químicos
(ácidos, gases, álcoois, solventes, tintas, etc.)

d) Produtos Eletro-eletrônicos
(aparelhos de vídeo e de som, liquidificadores, telefones, computadores, secadores, etc.)

e) Produtos em geral
(equipamentos de segurança, vestuário, utilidades domésticas, produtos de higiene e limpeza, fumo, materiais esportivos, brinquedos, armas, materiais de escritório, desenho, pintura e artes em geral, equipamentos médico-hospitalares, fotográficos e cinematográficos, ferramentas, etc.)

 

Aspectos Culturais

mae_amamentandoAo consultar um dicionário, constatamos que definem, ao mesmo tempo, embalar como significando empacotar, enfardar, acondicionar, encaixotar, dizendo do mesmo verbo que significa balançar a criança para adormecê-la, acalentar, acarinhar, afagar, encantar, entreter, iludir, impulsionar, acelerar. É também carregar uma arma com bala.

Em todos os casos citados, embalar significa movimento ou ação. Significa fazer um objeto seguir do lugar em que é produzido para o lugar onde é desejado pelo seu valor ou por sua utilidade.

Portanto, a embalagem é uma arte com características de ciência pois protege o objeto embalado e zela por sua integridade como se zela por sua saúde.

A embalagem será também uma referência dos sistemas culturais que predominam (ou predominaram) em sua época e em seu lugar de origem ou destino, sendo um dos representantes étnicos de uma sociedade, pois atesta coerentemente a arte e a técnica, juntas nos caminhos do funcional e do simbólico, como as embalagens artesianas ou semi-artesanais encontradas em nossas feiras e mercados populares.

Segundo João Canduro, Ludovico Martino e Marco Resende, Desenhistas Industriais, (em “Por uma nova Embalagem: Dez lições da embalagem popular”), as embalagens industrializadas deveriam atender a alguns requisitos que são característicos das embalagens populares. Em suma, os requisitos são:

  1. A forma deve exprimir a cultura da comunidade de produtos/consumidores, sem introduzir valores, técnicas ou materiais alienígenas.
  2. A forma será simples e despojada: essencial. Com elevada qualidade estética.
  3. O ornamento não será um simples meio para gerar atração visual. Além de agenciar um repertório de signos de alto significado cultural, objetivará a Beleza.
  4. A embalagem cumprirá, perfeitamente, suas funções: proteger, armazenar, permitir o transporte e a conservação, e a honesta exposição e avaliação do produto.
  5. Não haverá desperdício. Materiais serão naturais, renováveis e obtidos, sempre que possível, pela reciclagem de outras matérias-primas artificiais.
  6. Os estoques, em todos os sentidos, serão mínimos, resultado da integração produção / distribuição / consumo.
  7. Entre projeto e produção, não haverá solução de continuidade. O designer possuirá um profundo conhecimento da produção, o produtor compreenderá o processo e a proposta do projeto: falarão uma mesma linguagem.
  8. A pesquisa será permanente, visando otimizar a performance da embalagem. Novos materiais, novas técnicas, novas formas serão sempre investigadas. Sempre com muito cuidado para não violentar a cultura da comunidade.
  9. O produtor não se esconderá atrás de uma marca-escudo. A qualidade do produto e da embalagem será a qualidade do produtor. Seu compromisso com a comunidade estará sempre acima de qualquer outro valor.
  10. A embalagem jamais será inútil ou prejudicial. poderá ser reciclada, transformada em insumo para outra atividade. Jamais será poluente; nos casos mais críticos, será absorvida pela natureza, sem deixar restos.

embalagens_naturais.
Enfim, para sintetizar, a embalagem deve buscar a perfeição da embalagem natural: da casca de banana, da concha da ostra, do ovo, da casca da semente.

 

Fluxo da Embalagem

O ramo da embalagem compreende uma cadeia industrial que vai da matéria-prima da embalagem até as empresas que reaproveitam (ou reciclam) estas embalagens, passando pela indústria de máquinas e equipamentos, e pelo embalamento, distribuição, venda e consumo do produto. Envolve tanto os que fabricam as embalagens, como os que envasam os produtos nas embalagens.

O fluxo da embalagem é função da comercialização dos produtos e de onde estão o produtor, o distribuidor e o consumidor, podendo ser dividido da seguinte forma:

fluxo_embalagem

Famílias de Embalagens

Famílias de Embalagens são aquelas que formam um conjunto que caracterizam uma série ou uma linha de produtos de uma empresa. Por isso, não basta que todas as embalagens tenham apenas a marca do produto ou da empresa, por exemplo, sem que possa descobrir algo em comum na forma ou na apresentação.

familia-embalagens-3Geralmente essas embalagens possuem uma mesma forma, tamanho e programação visual, distinguindo-se por um ponto característico que se reproduz em todas as embalagens pertencentes à “família”, geralmente o nome ou sabor do produto.

.

Também pode ocorrer de modo que mantenha invariável um formato padrão e a programação visual para uma série de tamanhos distintos de embalagens.

.

.

 

.

Outra maneira é variando, não só o tamanho, mas também o formato, mantendo a programação visual invariável.

.

 

Pode-se também ter embalagens de formas distintas entre si, mas com uma característica comum, claramente reconhecível e relacionada à identidade visual da empresa, geralmente a marca.

Mas também é necessário desenhar as embalagens levando em consideração as outras tantas que estarão juntas com elas, não só as do mesmo produto (ou seja, iguais a elas), como também as embalagens dos produtos similares ou concorrentes, que freqüentemente passam de 10 (dez).

No primeiro caso, o conjunto de embalagens deve ter uma harmonia capaz de atrair a atenção do consumidor. No segundo, deve procurar se distinguir dos demais para ser mais visível e parecer o melhor. Isso sem que o consumidor pense que ele faz parte de outra categoria de produto, ou até que seja outro produto.

Esclarecimentos sobre o Produto

Existem algumas informações não só sobre o produto como também sobre o produtor que devem ser incluídas na embalagem. Para isso deve-se utilizar desenho, foto, símbolo ou simplesmente elementos tipográficos que em alguns casos é essencial.

Caso o produto apresente algum perigo ou nocividade ao consumidor, a embalagem deverá adverti-lo de forma clara e precisa, fornecendo as informações necessárias e adequadas. Estas informações podem ser dadas através de impressos apropriados que devem acompanhar o produto.

A omissão de informações essenciais ao produto é considerada pelo Código de Defesa do Consumidor como publicidade enganosa ou crime contra as relações de consumo, ficando o fabricante ou fornecedor do produto sujeito, conforme o caso, às sanções administrativas como multa, apreensão do produto, a proibição de sua fabricação ou até detenção de 6 meses a 2 anos.

Configuração da Embalagem

A configuração da embalagem deve ser cuidadosamente planejada. Mesmo sendo decorrente do produto que irá embalar e de seus aspectos comerciais e muitas vezes culturais, suas características físicas devem ser cuidadosamente analisadas pois vão influir não só na qualidade e nos custos da embalagem, como também em sua relação com o consumidor, pois temos que levar em consideração que, por serem produtos portáteis, serão manipulados e transportados pelos consumidores. Sendo assim, não deverão lhes oferecer nenhum tipo de constrangimento físico como dor ou fadiga muscular.

Quando falamos em configuração nos referimos às características físicas como Tamanho, Peso, Centro de Gravidade, Momento de Inércia e Pega.

Considerações Técnicas

Existem vários fatores que devem ser levados em consideração pelo projetista para que a embalagem possa cumprir adequadamente suas funções. Logicamente que nem sempre todos os requisitos podem ser levados em consideração pelo projetista simultaneamente. Muitas vezes é necessário fazer priorizações em algumas delas em detrimento de outras. Sendo assim, a missão do projetista de embalagem deve ser a “obtenção do ótimo” em cada um destes requisitos.

Redesenho da Embalagem

Existem vários fatores que determinam a necessidade de um redesenho ou até de um novo projeto de embalagem, pois, como todo produto, possuem um tempo de vida que varia de caso a caso. Para se efetuar mudanças ou inovações na embalagem geralmente é necessário mais de uma razão.

Ecoembalagem

As normas, leis e critérios referentes à produção de embalagens ecologicamente corretas ainda não seguem a um padrão único. Cada país tenta, da forma que lhes parece mais apropriada, conter o fluxo de lixo doméstico e evitar danos à natureza devido às embalagens.

Em alguns países a regulamentação é preventiva, visando inicialmente diminuir o peso e o volume das embalagens, a fim de reduzir a poluição do ar, da água e do solo, freando a proliferação de detritos, e poupar energia e recursos que estão tornando-se mais escassos a cada ano que passa, pois o consumo de materiais vem aumentando. Em outros, a preocupação é com o destino das embalagens depois de usadas.

Contaminação de Produtos

A contaminação de um produto pode se dar não só devido à fatores externos que se infiltram na embalagem, mas também pela própria embalagem. Alguns materiais (principalmente o plástico) têm apresentado uma série de problemas de transferência de sabores e odores aos alimentos.

Assim, para se evitar qualquer tipo de contaminação, é necessário conferir à embalagem propriedades que impeçam estes problemas.

Fale Conosco
"
Trabalhos Recentes
Sites para E-Commerce
Parceria
" "